sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O amor...

Entre...
Silêncio e súplicas,
Entre...
Medos, anseios...
É assim a voz do amor,
Da calma, faz tormenta,
Invade as narinas...
Envolve...
Aperta...
Sufoca...
Transgride...
Sem lei...
Sem razão.
Vivifica ou mata,
Dispersa...
Sucumbe.
Mora nos becos
No abstrato vão da fantasia.
Sem nome
Sem endereço...
Habita na correnteza
Dos mares mais negros...
E sobrevive...
Injeta nas veias...
Doce veneno
Destilado tantas vezes
Em sucos ácidos...
Errante
Boêmio
Alimenta os corações perdidos.
Chama divina...
Que nasce no deserto coração
De cada homem...
Vício...
Letal...
Morfina indispensável
Droga que fascina...
A ela rendemos graça...
Veneramos
Entregamos-nos,
Com fé...

É ele um pequenino grão: o amor.
Rara semente.
Gota d'água
Do perfume...
Pequeno frasco
Seiva da vida...
Contar das horas,
Canção lenta...
Riso
Pranto
Olhar sem horizonte,
Navio sem mar
Velas ao vento debatendo-se em vão...
E...
Perdido neste vagão...
Ninguém é feliz sem sua ilusão...

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